ESO

European Southern Observatory

Sobre a Organização Europeia para a Investigação Astronómica no Hemisfério Sul

O ESO foi constituído em 1962, com o objectivo de promover a cooperação Europeia no domínio da Astronomia e operação das maiores infra-estruturas de telescópios terrestres, sendo hoje considerado o observatório mais produtivo do mundo.

O ESO é financiado pelos seguintes Estados Membros: Alemanha, Áustria, Bélgica, Brasil, Dinamarca, Espanha, Finlândia, França, Holanda, Itália, Portugal, Reino Unido, República Checa, Suécia e Suíça. Actualmente é o local de trabalho para cerca de 700 pessoas, incluindo funcionários a tempo inteiro, cientistas e engenheiros de várias geografias e nacionalidades.

A sede do ESO (que inclui os centros científico, técnico e administrativo) está localizada em Garching, próximo de Munique, na Alemanha. Os três observatórios do ESO estão em funcionamento no Chile, mais precisamente no árido deserto de Atacama. No observatório do Paranal, a 2600m de altitude, opera o Very Large Telescope, um conjunto de quatro telescópios, cada um com um espelho principal de 8,2 metros de diâmetro. O observatório em La Silla, a 2400m de altitude, alberga vários telescópios ópticos com espelhos de diâmetros que vão até aos 3,6 metros. Em Chajnantor, a 5000m de altitude, localiza-se o telescópio APEX e o Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA), o maior projecto de astronomia terrestre com uma infra-estrutura revolucionária na astronomia mundial.

O ESO também visa a construção de um novo telescópio óptico/infravermelho com um espelho primário de 42m de diâmetro, o European Extremely Large Telescope (E-ELT).

Participação Portuguesa

Em 10 de Julho de 1990, Portugal celebrou um Acordo de Cooperação com o ESO, através do qual era garantido o estatuto de observador, e se definia um processo de transição para que, no prazo de 10 anos, se pudesse aceder à condição de Estado Membro de pleno direito. Em 1999 Portugal solicitou a adesão como Estado Membro, tendo sido aprovado o acordo de adesão de Portugal em Dezembro de 2000.

Como Estado Membro Portugal contribui anualmente para os custos anuais de operação da infra-estrutura (cerca de 1% do orçamento global). A participação de Portugal no ESO tem possibilitado o acesso das equipas de investigação portuguesas a uma infra-estrutura de observação da mais alta qualidade, e à participação científica nas áreas de Astronomia e Astrofísica, o que tem contribuído de uma forma decisiva para o crescimento da comunidade científica, nomeadamente doutorados e para a sua internacionalização.

Desde 1990, dezenas de investigadores portugueses têm obtido tempo de observação nos telescópios do ESO, e uma média de 20 propostas são aprovadas anualmente para acesso a tempo de observação. Em números, existem actualmente em Portugal cerca de 60 investigadores vinculados a 13 unidades de investigação, 8 de Física, 3 de Ciências da Terra e 2 de Engenharia. Regista-se ainda que em 2010 que 4 Portugueses têm contratos de trabalho em departamentos técnicos da organização.

Formação avançada de recursos humanos

Em Maio de 2001, Portugal e o ESO formalizaram um protocolo para a formação de recursos humanos, com o objectivo de promover a formação avançada de jovens licenciados portugueses através de bolsas de estágio especializado que são atribuídas pela FCT, competindo à Agência de Inovação (AdI) a implementação do programa de estágios, a selecção dos candidatos e o acompanhamento do trabalho desenvolvido pelos bolseiros.

Os estágios, de duração mínima de 24 meses, são seleccionados por domínios tecnológicos, dando especial atenção ao projecto, ao enquadramento pedagógico e à futura inserção dos bolseiros em empresas portuguesas. Desde 2001, cerca de 15 jovens engenheiros beneficiaram do programa no ESO.

Os concursos abrem anualmente, encontrando-se publicados no website da AdI.

Participação industrial

Para além do benefício científico e de formação avançada no seu país, como membros de pleno direito do ESO, todos os Estados Membros têm a possibilidade de obter o benefício industrial, contribuindo para o aumento da competitividade e avanço tecnológico da sua indústria. Para esse efeito, em 2009 foram atribuídas à FCT as funções de Industrial Liaison Officer – ILO, a quem incumbe a identificação e promoção de empresas Portuguesas como potenciais fornecedores de bens e serviços junto do ESO.

O ESO é considerado um mercado tecnológico extremamente competitivo e exigente, no universo dos 15 Estados Membros que compõem a organização. Entre os fornecimentos de bens e serviços em áreas diversas como a Electrónica, Energia, Tecnologias e sistemas de informação, entre outras, em 2009 Portugal ocupou o primeiro lugar, a seguir à Alemanha, no posicionamento do índice de retorno industrial.

Informação sobre o serviço de compras do ESO e processos associados está acessível através da página oficial. Para qualquer dúvida ou esclarecimento sobre a ligação industrial entre Portugal e o ESO, contacte o Agente de Ligação Industrial.

No passado dia 25 de Outubro de 2011 realizou-se o "ESO Industry Day" em Lisboa, no Pavilhão do Conhecimento.

Contactos

Agente de Ligação Industrial para CERN, ESO e ESRF (Gabinete de Ligação Industrial)

Emir Sirage
emir.sirage@fct.pt
(351) 21 391 15 30

Conselho

Teresa Lago
mtlago@astro.up.pt
(351) 22 040 22 44 / (351) 22 608 98 33

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