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Gabinete Polar

Enquadramento da criação do Gabinete Polar

O Ano Polar Internacional 2007-2008 constituiu um marco significativo, a partir do qual se registou uma participação crescente da comunidade científica nacional no domínio da investigação polar. A importância do estudo das regiões polares assenta na variedade de informação possibilitada, relativamente ao sistema climático global e respetivas alterações e a reconstituições paleoambientais, bem como no conhecimento proporcionado em múltiplos domínios como sejam a oceanografia, a ecologia, a microbiologia, a glaciologia e o espaço. Desta forma, para além do potencial que a região polar encerra em si mesma, a especificidade das suas características presta-se a analogias fundamentais para a compreensão e a previsão das dinâmicas de outros ambientes e planetas.

Os cientistas portugueses têm vindo a desenvolver a sua atividade nas regiões polares beneficiando da colaboração de países com estabelecimentos nestas áreas. A autonomia da comunidade científica nacional dedicada à investigação polar e a boa continuidade dos trabalhos encetados revelaram carecer de uma estrutura logística própria para assegurar a sustentabilidade e a consolidação da atividade aí desenvolvida. Na sequência da avaliação levada a cabo pela comunidade científica nacional acerca das necessidades inerentes à evolução da investigação polar, das obrigações decorrentes da adesão de Portugal ao Tratado para a Antártida em janeiro de 2010, à especificidade das infraestruturas logísticas envolvidas, nomeadamente tecnológicas, e ao acentuado caráter internacional das parcerias e entidades nas quais se integra a participação portuguesa, a criação do Gabinete Polar da FCT a dezembro de 2011 vem responder à necessidade de uma base de apoio e acompanhamento institucional à investigação nacional nas regiões polares.

O Gabinete Polar dispõe de dois conselheiros científicos: Professor Gonçalo Vieira (Universidade de Lisboa) e Doutor José Xavier (Universidade de Coimbra), em permanente articulação com a FCT nas diversas iniciativas na área polar.

Objetivos do Gabinete Polar

  • Organizar ações de divulgação e comunicação sobre a investigação polar portuguesa, na Antártida e no Ártico.
  • Propor e coordenar medidas de apoio logístico à investigação polar portuguesa.
  • Estabelecer as práticas necessárias à correta aplicação por parte de investigadores de instituições nacionais, de forma a cumprir as normas para a investigação na Antártida, decorrentes da assinatura do Tratado para a Antártida e do Protocolo de Madrid (Proteção ambiental na Antártida).
  • Propor ações de reforço das colaborações e protocolos internacionais na área das ciências polares.
  • Servir de ligação entre a FCT e a comunidade científica nacional interessada em temas polares.
  • Assegurar a ligação entre o Ministério da Educação e Ciência e o Ministério dos Negócios Estrangeiros para promover a ciência polar e o correto enquadramento dos cientistas nacionais nos protocolos internacionais.
  • Assegurar que a comunidade científica portuguesa se encontra representada nas principais organizações científicas e de gestão de ciência polar internacionais, como o Scientific Committee on Antartic Research (SCAR), o European Polar Board (EPB), o International Arctic Science Committee (IASC) e o Council of Managers of National Antarctic Program (COMNAP).
  • Apoiar o Conselho Científico das Ciências Naturais e do Ambiente e o Conselho Diretivo da FCT sobre questões de ciência polar.
  • Organizar a base de dados polares nacionais, encaminhando-os para o Antarctic Master Directory, tal como sugerido pelo SCAR e COMNAP no âmbito do Sistema Consultivo do Tratado para a Antártida.
  • Propor e dinamizar parcerias entre instituições de investigação e a indústria por forma a promover a transferência de tecnologia e a valorização económica do conhecimento.

Contactos

Germana Santos - Coordenação

germana.santos@fct.pt

Tel. (351) 21 391 15 69