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Notícias

09-02-2017

13ª Edição das Medalhas L’Oréal Mulheres para a Ciência

Mulheres na Ciência

Ana Rita Marques, Isabel Veiga, Maria Inês Almeida e Patrícia Baptista foram as quatro jovens investigadoras vencedoras da 13ª edição das “Medalhas de Honra L’Oréal Portugal para as Mulheres na Ciência”, iniciativa promovida pela L’Oréal Portugal, em parceria com a Comissão Nacional da UNESCO, a Fundação para a Ciência e a Tecnologia e com o apoio da Ciência Viva.

O júri, presidido por Alexandre Quintanilha, avaliou 80 candidaturas nesta edição e deliberou que se distinguissem os trabalhos de quatro jovens cientistas portuguesas que desenvolvem investigação nas áreas da infertilidade, malária, regeneração óssea e mobilidade, respetivamente (?). A cerimónia de entrega dos prémios decorreu esta terça-feira, 7 de fevereiro, no Pavilhão do Conhecimento, e contou com a presença do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

Este prémio anual da L’Oréal Portugal, no valor unitário de 15.000€, é dirigido a jovens cientistas portuguesas que desenvolvam investigação em Portugal, já doutoradas e com idade até 35 anos, que efetuem estudos originais e relevantes para a saúde e/ou o ambiente. O prémio foi instituído em 2004, e visa motivar e apoiar as jovens cientistas a prosseguirem os seus projetos. Até à data, este prémio já distinguiu 41 investigadoras em Portugal.

Sobre as investigadoras premiadas:

Ana Rita Marques

Ana Rita Marques (36 anos), do Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC), procura desvendar o papel do revestimento dos centríolos para a correta regulação destas minúsculas estruturas responsáveis pela divisão celular. Perceber como a ausência ou presença deste escudo é regulada pode abrir novas linhas de investigação, com aplicação na área da infertilidade feminina, da regeneração de tecidos, das doenças relacionadas com malformações embrionárias e do cancro.

Doutorou-se no IGC, na área de biologia do desenvolvimento (2007-11), e aos 31 anos, já depois de ter a primeira filha, iniciou o pós-doutoramento na área da biologia celular como investigadora da mesma instituição. Em 2015 voltou a ser mãe e, atualmente, permanece no IGC, no Grupo Cell Cycle Regulation, sob orientação de Mónica Bettencourt Dias e com o apoio da FCT.

Isabel Veiga

Isabel Veiga (35 anos), do Instituto de Investigação em Ciências da Vida e Saúde (ICVS) da Universidade do Minho, pretende investigar os fatores e mutações genéticas do parasita da malária que o tornam resistente à única terapêutica existente para combater esta doença, responsável por perto de meio milhão de mortes por ano. O seu estudo torna-se crucial para antecipar em que medida o atual tratamento será eficaz, e para poder aumentar o seu efeito e longevidade.

É doutorada em Ciências Médias pelo Instituto Karolinska, em Estocolmo (2011), onde iniciou o estudo sobre a resistência do parasita da malária ao tratamento disponível e prosseguiu o pós-doutoramento. Colabora há quatro anos com Universidade de Columbia (EUA) e o ICVS na investigação do parasita da malária.

Maria Ines Almeida

Maria Inês de Almeida (33 anos), do i3S - Instituto de Investigação e Inovação em Saúde - Universidade do Porto, estuda as moléculas de RNA-não codificante, procurando determinar se estas são capazes de “instruir” as células a regenerar tecidos, nomeadamente tecido ósseo, ajudando a travar doenças como a osteoporose, a tratar defeitos congénitos ou a recuperar de lesões e cirurgias.

É doutorada pela Universidade do Minho e pelo MD Anderson Cancer Center da Universidade do Texas, onde estudou os efeitos biológicos de microRNAs no cancro colorretal. Em 2013 iniciou o pós-doutoramento no i3S, continuando a estudar o papel dos microRNAs e das moléculas de RNA.

Patricia Baptista

Patrícia Baptista (33 anos), do Centro de Estudos em Inovação, Tecnologia e Políticas de Desenvolvimento IN+ - Instituto Superior Técnico (IST), desenvolve um projeto de investigação cujo objetivo é o de melhorar a mobilidade urbana através do desenvolvimento de uma ferramenta que faça uma avaliação eficaz dos trajetos mais curtos, económicos, seguros, menos poluentes e nocivos para a saúde, em especial para os utentes com maiores dificuldades de locomoção.

Doutorou-se em Sistemas Sustentáveis de Energia (IST) no âmbito do Programa MIT Portugal (2011), tendo-se dedicado à Avaliação do Impacto de Tecnologias e Combustíveis Alternativos no Setor Rodoviário. Prosseguiu para o pós-doutoramento no Laboratório Associado de Energia, Transportes e Aeronáutica (IST), avaliando o Impacto Energético, Ambiental e Económico das Tecnologias de Comunicação e Informação na Mobilidade Urbana. 

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