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Cooperação Internacional

Parcerias do Espaço Europeu de Investigação (Parcerias EEI)

As Parcerias do Espaço Europeu de Investigação (EEI) foram criadas em 2000, no seguimento da Estratégia de Lisboa, com o objetivo de desenvolver e ultrapassar a fragmentação existente no panorama da Investigação e Inovação europeus, evitar a duplicação de esforços, consignar a crise económica e promover a competitividade e a inovação europeias. Desde então, vários instrumentos e iniciativas foram implementados com o objetivo de promover a coordenação, a colaboração e o alinhamento de estratégias e programas nacionais, em diferentes áreas do conhecimento. Estas parcerias dividem-se em Público-Público (P2P), as quais têm vindo a desempenhar um papel crescente em atividades de investigação de vanguarda europeias e nacionais, e as Parcerias Público-Privadas (PPP), que envolvem a indústria, a comunidade de investigação e autoridades públicas.

As P2Ps na Investigação e Inovação são redes de organizações públicas (Ministérios, Agências de Financiamento e Gestores de Programas) de países da União Europeia e fora da Europa, que juntam esforços para apoiar atividades de investigação sob uma visão concertada ou uma agenda estratégica de investigação e inovação.

A FCT participa nos seguintes tipos de parcerias:

A participação da FCT nas parcerias do EEI e o financiamento atribuído às instituições portuguesas participantes em projetos transnacionais conjuntos no âmbito dessas parcerias enquadra-se plenamente nos princípios e propósitos delineados na Resolução do Conselho de Ministros nº 78/2016, que frisa a premência em consolidar e aprofundar a integração de Portugal no Espaço Europeu de Investigação. Têm ainda perfeito enquadramento nas agendas Temáticas de Investigação e Inovação da FCT.

As Parcerias do EEI têm desempenhado um papel importante na integração das equipas nacionais em consórcios transnacionais de referência e na afirmação da comunidade científica nacional pela liderança de projetos que envolvem dezenas de países diferentes, a maioria dos quais dentro da União Europeia (UE), onde se salientam as colaborações com Alemanha, França e Reino Unido, mas também de outras regiões com interesse geoestratégico, como a India, Brasil ou EUA. É de realçar que dos 298 projetos selecionados para financiamento, 64 têm coordenação portuguesa (21%), demonstrando um bom posicionamento e liderança da comunidade científica portuguesa a um nível internacional, no que a este tipo de projetos diz respeito (dados de 2017).