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Notícias

24-02-2021

Medalhas de Honra L’Oréal Portugal para as Mulheres na Ciência

Os nomes das quatro jovens investigadoras portuguesas galardoadas na 17.ª edição das Medalhas de Honra L’Oréal Portugal para as Mulheres na Ciência foram revelados hoje, 24 de fevereiro, numa cerimónia de entrega dos prémios realizada online. As vencedoras são Joana Carvalho da Fundação Champalimaud, Margarida Abrantes da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, Inês Fragata do Centro de Ecologia, Evolução e Alterações Ambientais (cE3c) – Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e Liliana Tomé da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa. As investigadoras galardoadas, doutoradas e com idades entre os 28 e os 37 anos, foram selecionadas entre 97 candidatas, por um júri científico presidido por Alexandre Quintanilha. Cada uma das galardoadas recebeu um prémio monetário de 15 mil euros.

Esta iniciativa tem origem numa parceria entre a L’Oréal e a UNESCO, celebrada em 1998, “L’Oréal-UNESCO For Women in Science”. Em 2004, surgem em Portugal as Medalhas de Honra L’Oréal Portugal para as Mulheres na Ciência, iniciativa que junta à L’Oréal Portugal, a Comissão Nacional da UNESCO e a FCT - Fundação para a Ciência e a Tecnologia. Em 16 anos, 57 jovens investigadoras foram premiadas em Portugal.

Vídeo da sessão

Vencedoras da 17ª edição Medalhas de Honra L’Oréal Portugal para as Mulheres na Ciência:

 

Joana Carvalho

Joana Carvalho
28 anos
Investigadora na Fundação Champalimaud

Cerca de 20% do cérebro humano está dedicado à visão, mas será que esta sua capacidade de processar informação visual se mantém após perda da visão? Esta é uma das questões colocadas por Joana Carvalho que, com o projeto agora distinguido, quer perceber de que forma o cérebro adulto se reorganiza para responder a situações de perda de visão, quais os fatores que a favorecem e como se processa esta restruturação ao longo do tempo. As respostas que procura são essenciais para compreender como funciona a plasticidade do cérebro nestes adultos que deixaram de ver. Doutorada em neurociências computacionais, pela Universidade de Groningen, na Holanda, Joana Carvalho é investigadora no “Grupo de ressonância magnética pré-clínica” da Fundação Champalimaud.

 

Margarida Abrantes

Margarida Abrantes
37 anos
Professora na Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra

Será que as pessoas com síndrome hereditária do cancro da mama e ovário têm maior sensibilidade à radiação ionizante a que estão expostas durante os exames de diagnóstico? A síndrome hereditária do cancro da mama e ovário resulta de uma mutação dos genes BRCA. Quem a herda tem maior historial de cancro na família e probabilidade acrescida de vir a sofrer de cancro. Uma vez identificados, estes indivíduos são alvo de vigilância regular, nomeadamente através de técnicas de diagnóstico por imagem, mas estes exames implicam exposição a radiação ionizante. O que Margarida Abrantes pretende perceber, com o projeto agora distinguido, é se as pessoas com síndrome hereditária do cancro da mama e ovário, e em específico as que têm mutação do gene BRCA2, poderão ter maior sensibilidade aos efeitos da radiação, comparativamente a indivíduos sem esta mutação. Margarida Abrantes doutorou-se em Ciências da Saúde, em 2013, e é atualmente professora na mesma instituição onde estudou, a Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra.

 

Ines Fragata

Inês Fragata
35 anos
Investigadora no cE3c – Centro de Ecologia, Evolução e Alterações Ambientais, Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa

Quais os impactos que o cádmio presente no solo tem para as plantas que o absorvem e para os herbívoros que delas se alimentam? Na tentativa de dar resposta a estas e várias outras questões sobre os impactos que têm os metais pesados presentes no solo em culturas agrícolas e nos seus ecossistemas, Inês Fragata vai centrar-se num caso específico e estudar os impactos do cádmio na cultura do tomateiro e nos ácaros-aranha, minúsculos herbívoros que se alimentam de centenas de espécies de plantas - incluindo o tomateiro e muitas outras importantes culturas agrícolas - devastando-as. Inês Fragata doutorou-se em Biologia Evolutiva, em 2015, na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e regressou a esta instituição em 2019 como investigadora do cE3c, depois de três anos no Instituto Gulbenkian de Ciência.

 

Liliana Tome

Liliana Tomé
35 anos
Investigadora no LAQV-REQUIMTE – Laboratório Associado para a Química Verde, Faculdade de Ciências e Tecnologia, Universidade Nova de Lisboa

Como isolar e capturar com maior eficácia o CO2 libertado em centrais de energia, impedindo que se escape para a atmosfera? O aumento das emissões de gases com efeito de estufa e os impactos que provocam - desde o aumento de temperatura e dos fenómenos climatéricos extremos à subida e acidificação dos oceanos - tornam urgente reduzir as emissões e encontrar respostas mais eficientes para capturar os gases que emitimos, nomeadamente o dióxido de carbono (CO2). Liliana Tomé doutorou-se em Ciências da Engenharia e Tecnologia, no Instituto de Tecnologia Química e Biológica António Xavier (ITQB NOVA), em 2014, e ficou neste instituto como investigadora. Em 2018, após ser premiada com uma bolsa individual Marie Curie, rumou ao POLYMAT, na Universidad del País Vasco, e em 2020 voltou à Universidade Nova.

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