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FCT, ISEG e Comissão Europeia promoveram Workshop de MLE – Mutual Learning Exercise

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Presidente da FCT, Madalena Alves, no Workshop de MLE - Mutual Learning Exercise

A FCT, o ISEG e a Comissão Europeia (Direcção-Geral para a Investigação e a Inovação) promoveram, no passado dia 5 de dezembro, um workshop que contou com a participação ativa de representantes de todos os sectores do Sistema Nacional de Investigação e Inovação (I&I), e dos representantes dos Estados europeus participantes no presente MLE-Mutual Learning Exercise (em português, Exercício de Aprendizagem Mútua), com o objetivo de se debater e consensualizar possíveis linhas de orientação e de trabalho conjunto com vista a uma Institucionalização das capacidades e à criação de comunidades em prospetiva (foresight) neste sistema.

No dia seguinte, 6 de dezembro, a FCT acolheu a reunião desta rede que tem, para além de Portugal, representantes de Áustria, Bélgica, República Checa, Finlândia, Noruega, Roménia e Eslovénia (mais informação aqui).

O MLE on R&I Foresight é resultado da discussão realizada em três workshops organizados, entre 2020 e 2021, por cada uma das presidências do Trio de Presidências do Conselho da União Europeia (DE-PT-SI), que visaram mapear e relançar as atividades de prospetiva nos Estados-Membros, dada a centralidade deste tema nos tempos de grande incerteza e de crises. O Workshop organizado pela Presidência Portuguesa teve como tema “From Megatrends to Global Uncertainties on Research & Innovation (R&I)”.

O presente MLE enquadra-se ainda na necessidade de uma maior institucionalização da prospetiva no processo de formulação de políticas e no apoio à decisão, quer no âmbito da Comissão Europeia, quer no do Conselho da EU. No contexto deste último, salienta-se o lançamento de duas redes europeias de foresight, a dos Ministros do Futuro e da rede de Altos Funcionários.

Os tópicos escolhidos para o presente exercício de MLE, que serão objeto de workshops diferenciados, foram os seguintes:

  • Institucionalização das capacidades e de criação de comunidades em prospetiva nas diferentes componentes do sistema de I&I;
  • Abordagens e métodos para o envolvimento dos cidadãos;
  • Prospetiva, transições gémeas e disrupções potenciais;
  • Da prospetiva às Estratégias de Especialização Inteligente para o envolvimento nos programas de I&I da União Europeia, Missões e Parceiras.

Cada um destes tópicos tem um perito contratado como relator.

Este primeiro workshop, focado em Portugal, teve como objetivo principal a discussão da evolução e dos desafios emergentes para a prospetiva no Sistema Nacional de I&I. O debate foi aberto e participado, com os intervenientes a partilharem as suas expectativas e reflexões sobre desafios e oportunidades no que se refere à criação e institucionalização das capacidades e competências em prospetiva para I&I, no país, em geral, e nas suas organizações, em particular.

Os participantes na reunião, tantos os nacionais, como os estrangeiros, partilharam ainda as suas reflexões sobre como se poderá evoluir na capacitação em Foresight for R&I, em Portugal e no Espaço Europeu de Investigação (ERA na sigla inglesa), considerando essencial mais treino e formação de quadros nesta matéria, incluindo a realização de formação e workshops à medida, nos diferentes temas, ou ainda a introdução da disciplina de prospetiva no curriculum escolar, de que foi dado o exemplo do ISEG relativamente à adoção desta prática há já há alguns anos.

Por último, foi também sublinhada a importância e a vontade de participar numa rede informal nacional de Foresight for R&I, com vista à partilha de informação e conhecimento, organização de eventos de interesse comum, incluindo pilotos temáticos, com vista criação de massa crítica e endogeneização das práticas de prospetiva nos processos.