Concurso de Bolsas de Doutoramento 2026 regista novo máximo de candidaturas
A edição de 2026 do Concurso de Bolsas de Investigação para Doutoramento da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) registou um recorde de 4.461 candidaturas, mais 7% do que na edição anterior. O concurso prevê a atribuição de 1.600 bolsas, das quais 600 em ambiente não académico. O investimento estimado é de mais de 36 milhões de euros por ano, num total global de 145 milhões de euros.
Na Linha de candidatura geral foram submetidas 3.628 candidaturas, mais 5,6% do que em 2025. Já a Linha específica em ambiente não académico recebeu 833, um crescimento de 13,5% face a 2025 nesta tipologia de bolsas, confirmando o interesse crescente dos candidatos em percursos doutorais em contextos não puramente académicos.
À semelhança da edição anterior, a contratualização das bolsas será assegurada pelas instituições indicadas pelos candidatos, após validação por parte das mesmas. Este modelo reforça a ligação entre as instituições e os doutorandos, promovendo proximidade no acompanhamento científico e administrativo. A confirmação da associação das instituições às candidaturas decorre até 17 de abril.
Quanto ao perfil dos candidatos, 54% são mulheres e 46% são homens, com uma média de idades de 31 anos. A maioria das candidaturas submetidas são para planos de trabalho a realizar em Portugal (84%), seguindo-se as bolsas mistas, que preveem a realização do plano em Portugal e no estrangeiro (14%), e, por último, as candidaturas com um plano de trabalho exclusivamente no estrangeiro (2%).
Na linha de candidatura geral, as Ciências Sociais reuniram o maior número de candidaturas (26%), seguidas da Engenharia e Tecnologias (21%), Humanidades (18%), Ciências Naturais (11%), Ciências Médicas e da Saúde (11%), Ciências Exatas (9%) e Ciências Agrárias (4%).
Na linha de candidatura específica em ambiente não académico, a área de Ciências da Engenharia e Tecnologias foi a que reuniu mais candidatos (43%). Em conjunto com as Ciências Exatas (7%), representa metade das candidaturas desta linha de financiamento. Seguem-se as Ciências Médicas e da Saúde (18%), as Ciências Naturais (9%) e as Ciências Agrárias (8%), enquanto as Ciências Sociais e Humanidades congregam 15% das candidaturas (9% Ciências Sociais e 6% Humanidades).
As empresas continuam a ser as principais entidades não académicas de acolhimento, escolhidas por 44% das candidaturas, enquanto os restantes 56% de entidades se distribuem pela Administração Pública, Centros de Tecnologia e Inovação, Laboratórios do Estado, Centros de Interface, Laboratórios Colaborativos, entidades do terceiro setor, associações não governamentais, sociedades, entidades ligadas à saúde, ao desporto, museus, entre outras.
Prevê-se que os resultados provisórios deste concurso sejam divulgados no início de agosto de 2026 e os resultados definitivos durante o mês de novembro.
À semelhança da edição anterior, todas as candidaturas em ambiente não académico incluem pelo menos uma instituição académica de acolhimento e uma equipa orientação intersectorial, reforçando a proximidade e a cooperação entre instituições de I&D e diversos contextos de atividade. Desta forma, concretiza-se a missão da FCT de valorizar o conhecimento científico e promover a colaboração entre a academia e o mundo não académico, contribuindo para a empregabilidade dos investigadores e para a resposta qualificada às necessidades da sociedade.
As Bolsas de Investigação para Doutoramento da FCT são financiadas pelo Orçamento do Estado e cofinanciadas pelo Fundo Social Europeu. Atualmente, a FCT financia cerca de 6.900 bolsas em curso, tendo atribuído 1.719 novas bolsas em 2025.
Todas as informações sobre a edição de 2026 do concurso de bolsas FCT estão em permanente atualização nas respetivas páginas do concurso: Linha de candidatura geral e Linha de candidatura específica em ambiente não académico.
