FCT atribui 1 609 Bolsas de Doutoramento no Concurso de 2026
A Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) divulgou os resultados finais do Concurso para Atribuição de Bolsas de Investigação para Doutoramento 2026. O concurso recebeu 4.461 candidaturas, das quais 4.423 preenchiam os requisitos para serem avaliadas. Terminada a fase de avaliação, foram agora atribuídas 1 609 novas bolsas de investigação para doutoramento, correspondendo a uma taxa de aprovação global de 36%.
Com a publicação dos resultados finais, inicia-se agora a contratualização das bolsas, de acordo com o Regulamento de Bolsas de Investigação da FCT e o Aviso de Abertura. À semelhança da edição anterior, e em linha com as práticas das instituições europeias congéneres, este processo será assegurado pelas instituições contratantes, que se associaram às candidaturas. No total, 98,8 % das bolsas atribuídas serão contratualizadas por instituições académicas portuguesas.
Das 1 609 bolsas atribuídas, 1 009 são na Linha de Candidatura Geral, que registou uma taxa de aprovação de 28%, e 600 na Linha de Candidatura Específica em Ambiente Não Académico, cuja taxa de aprovação atingiu os 72%. A linha específica em ambiente não académico continua a crescer, tanto no número de candidaturas como de bolsas atribuídas. Em comparação com 2025, foram atribuídas mais 50 bolsas. Esta evolução confirma o interesse crescente pela realização de investigação em colaboração entre a academia e outros setores da sociedade.
O investimento associado a este concurso ascende a cerca de 145 milhões de euros, dos quais 90,6 milhões de euros financiam bolsas da linha geral e 54,4 milhões de euros bolsas em ambiente não académico. O financiamento é assegurado pelo Orçamento do Estado e, quando elegível, por verbas provenientes do Fundo Social Europeu, através do Programa Demografia, Qualificações e Inclusão (PDQI).
Na linha geral, Ciências Sociais captaram 26% das bolsas, seguindo-se as Ciências da Engenharia e Tecnologias, com 20%, e as Humanidades, com 18%. As restantes áreas científicas representam, individualmente, 12% ou menos do total.
Na linha em ambiente não académico, as Ciências da Engenharia e Tecnologias lideram, com 43% das bolsas atribuídas, seguindo-se as Ciências Médicas e da Saúde, com 18%, as Ciências Naturais, com 10%, e as Ciências Sociais, com 9%. As restantes áreas científicas estão individualmente representadas com percentagens inferiores a 8%.
A distribuição do número de bolsas por painel foi fixada com um racional proporcional ao número de candidaturas aprovadas para avaliação em cada painel, em qualquer das linhas de candidatura.
Entre os candidatas/os financiadas/os, 55% são mulheres e 45% são homens. Destaca-se ainda a atribuição de 12 bolsas a candidatas/os com grau de incapacidade igual ou superior a 60%.
As bolsas aprovadas abrangem candidatas/os de 63 nacionalidades, destacando-se as nacionalidades brasileira, italiana, iraniana, paquistanesa, chinesa, espanhola e alemã.
Cerca de 83% das bolsas destinam-se à realização integral da investigação em instituições portuguesas, enquanto 16% envolvem instituições nacionais e estrangeiras. Aproximadamente 1% serão desenvolvidas exclusivamente em instituições estrangeiras.
No caso das bolsas em ambiente não académico, cerca de metade dos planos de trabalho serão desenvolvidos em empresas. Seguem-se as Entidades da Administração Pública (12%), os Centros de Tecnologia e Inovação (9%), os Laboratórios do Estado (9%), os Centros de Interface (7%) e os Laboratórios Colaborativos (5%). Os restantes projetos decorrerão em entidades do terceiro setor, associações, unidades de saúde, federações desportivas e museus, entre outras.
O processo de avaliação teve a colaboração de 573 avaliadores, distribuídos por 38 painéis, que analisaram, classificaram e ordenaram as candidaturas em cada painel.
As listas finais de candidaturas aprovadas e a distribuição de bolsas por painel estão disponíveis nas páginas da FCT relativas à Linha de Candidatura Geral e à Linha de Candidatura Específica em Ambiente Não Académico, na secção de Documentos do Concurso, no separador Resultados.
A data de início de cada bolsa é definida pelo candidato e deve situar-se entre 1 de setembro de 2026 e 1 de agosto de 2027. Sempre que a celebração do contrato ocorra após a data de fixada para o início efetivo da bolsa, é garantido o pagamento retroativo correspondente.
As candidaturas que não obtiveram financiamento dispõem de 15 dias úteis para apresentar reclamação ou, em alternativa, de 30 dias úteis para interpor recurso. Ambos os procedimentos devem ser submetidos através do preenchimento do formulário disponível na área de candidatura no portal myFCT.
Datas em destaque:
- Data de início da bolsa – entre 01.09.2026 e 01.08.2027
- Data-limite para a celebração do contrato de bolsa com a instituição contratante (FCT ou Instituição académica portuguesa) – até 05.05.2027
- Submissão de Reclamação – até 26.11.2026 – 23h59
- Submissão de Recurso – até 21.12.2026 – 23h59